quarta-feira, 20 de abril de 2011

Play it Again, Sam

O filme tem o sugestivo nome de Casablanca. Tem o impagável Humphrey Bogart e a belíssima Ingrid Bergman no mais antológico filme made in Hollywood. 

Vendo este filme, fica em mim a certeza que o coração e a mente do cinéfilo são modificados pela magia de uma história bem contada na telona. O caso de Casablanca é clássico. Sempre ouvi que no filme, Ingrid Bergman (Isla) se virava para Sam, o pianista, e dizia a célebre frase: - Play it again, Sam. No que o pianista Sam, magistralmente, ao piano, cantava a imortal As Time Goes By, sendo esta uma das falas mais famosas da história do cinema, atribuída a Casablanca.

Agora, vendo o filme, vejo que a frase não existe em Casablanca. O diálogo entre Ilsa e o pianista Sam do Café Americain é, na verdade, assim:

Ilsa: – “Play it, Sam. For old times’ sake.” (Toque, Sam. Pelos velhos tempos.)

Sam, mentindo mal pra burro: – “I don’t know what you mean, Miss Ilsa.” (Não sei do que está falando, Miss Ilsa.)

E aí a mulher mais linda a jamais aparecer numa tela de cinema, abrindo aquele sorriso que ninguém, nem o mais belo anjo de pintor renascentista jamais teve, diz: – “Play it, Sam. Play As Time Goes By.”

Pra mim, o momento máximo do cinema.

domingo, 3 de abril de 2011

Minha Aldeia

DA MINHA ALDEIA vejo quando da terra se pode ver no Universo
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer.
Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura...


Nas cidades a vida é mais pequena.
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu, 
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.

Fernando Pessoa/Alberto Caeiro. In "O Guardador de Rebanhos".

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Floriano, minha aldeia poliédrica.

Cravada na grande curva do rio Parnaíba, esta é a minha aldeia

Aldeia, aldeia, aldeia de pedra, aldeia. / Semeia, semeia, sementes de ferro, semeia.

Lembrando o poeta amarantino, aquele que cantou o azul das serras de São Francisco do Maranhão, a terra de meu perdido amor perdido no vórtice do tempo, a minha aldeia é o céu, se há um céu sobre a terra....

Fico a cismar: se eu tenho alma, se ela é imortal, com certeza Deus vai permitir que a minha sombra permaneça por aqui.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Sonho de consumo

Pardal de Castro tem alguns sonhos de consumo. Um deles é essa linda negra de nome Roberta Rodrigues.

Linda e gostosa, atuando na novela Insensato Coração, da Rede Globo, é o que se pode chamar de uma linda mulher.

Ao vê-la, certa vez, no aeroporto JK (Brasília), balançando as ancas, veio-me à lembrança os fragmentos de uns versos de um poeta africano de nome Leópold Sédar Senghar:

Mulher negra
Mulher nua, mulher negra / Vestida de tua cor que é vida
/ de tua forma que é beleza
(.....)
E, eis que em pleno Sul, eu te decubro /
terra prometida (...)

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Ainda morro disso